O governo federal informou que cancelou ou bloqueou o pagamento de cerca de 1,1 milhão de cartões do Bolsa Família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pelo programa, os benefícios foram revisados após um pente fino ser realizado nos 13,9 milhões de famílias que recebem o apoio. Ao todo, 469 mil benefícios (3,3% do total) foram cancelados e outros 654 mil (4,7%) foram bloqueados, o que deve significar uma economia anual de até R$ 2,4 bilhões.
O ministério identificou que a renda de algumas famílias beneficiadas era superior à exigida para o ingresso ou permanência no programa. O Bolsa Família é voltado para famílias com renda per capita mensal de até R$ 170. O governo explicou que foram cancelados os benefícios de grupos com renda per capita acima de R$ 440. Já aqueles com renda entre R$ 170 e R$ 440 tiveram o pagamento bloqueado e deverão recorrer para provar que se enquadram nas regras do programa. Caso esteja dentro das exigências, as famílias poderão sacar os valores retroativos dos meses em que durou o bloqueio.
Bahia é estado com mais cartões bloqueados e 2º em benefícios cancelados
A Bahia é o estado que teve mais cartões do Bolsa Família bloqueados pelo governo federal, após a identificação de irregularidades na concessão de benefícios. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pelo programa, o estado teve 77.028 pagamentos bloqueados. Em relação aos cartões cancelados, a Bahia aparece em segundo lugar, com 55.624 casos irregulares. O estado com mais cancelamentos foi São Paulo, com 80.013 cartões suspensos. O Bolsa Família é voltado para famílias com renda per capita mensal de até R$ 170.
O governo explicou que foram cancelados os benefícios de famílias com renda per capita acima de R$ 440. Já aquelas com renda entre R$ 170 e R$ 440 tiveram o pagamento bloqueado e deverão recorrer para provar que se enquadram nas regras do programa. Nesta segunda-feira (7), o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explicou que os números absolutos do Nordeste tendem a ser maiores, já que a região possui mais beneficiários, mas em valores proporcionais a região com mais irregularidades encontradas é o Sul, tanto em número de bloqueios quanto de cancelamentos. “Os estados do Norte e Nordeste têm a metade das famílias do Bolsa Família. Tem números muito maiores, mas a dinâmica da economia no Sul é maior. Então a probabilidade de ter renda maior no Sul do que a exigida no programa também é maior”, avaliou.

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