Os prefeitos baianos estão reunidos em Brasília desde quarta – feira, 9, para participar do seminário Novos Gestores, realizado pela Confederação de Municípios (CNM), que tem como justificativa oficial discutir a importância da atuação do movimento municipalista no Congresso Nacional e o impacto nos governos locais, sobretudo, na região Nordeste do país.
No entanto, nos bastidores, os comentários são de que os chefes dos executivos municipais aproveitarão o encontro para articular a vinda do dinheiro que será recebido através da Lei de Repatriação, de recursos do exterior.
Na última terça-feira, o ministério da Fazenda divulgou a parcela que será repassada aos estados e municípios. A Bahia lidera a lista entre as federações. Dos R$ 8,24 bilhões que vão ser repassados, os baianos vão receber R$ 359,57, seguido do Maranhão (R$ 286,816 milhões) e Ceará (R$ 283,469 milhões).
Em relação às cidades, Salvador aparece na liderança, ao lado de Fortaleza, com R$ 35,713 milhões para cada. Na sequência aparece a cidade de Recife, com R$22,499 milhões.
A estimativa é de que a comitiva baiana tenha mais de 160 prefeitos eleitos e reeleitos. Eles se juntarão a outros políticos nordestinos que participarão do evento, que acontecerá até amanhã. Para a presidente da União de Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, os novos gestores vão sofrer stress fiscal por conta da arrecadação.
Ela explica que com a queda no repasse da União aos estados e municípios, as cidades vão ter que arcar com parcelas cada vez maiores em setores como Saúde e Educação.
“Tivemos uma queda no repasse do governo federal, nesse último ano principalmente, uma queda no repasse das obrigações com os programas sociais, o que leva os prefeitos a investirem mais com recursos próprios. Mesmo assim, os investimentos foram dificultados, gerando os problemas nas eleições. Quando você tem um município que é próspero, que investe muito, que tem suas obras, estruturas, as pessoas tendem a valorizar mais esse prefeito, consequentemente a eleição segue mais tranquila”, explicou Maria Quitéria.
“Quando a gente tem um quadro como o que esses municípios estão vivendo nos últimos oito anos, de exonerações, imposto de renda diminuiu, desemprego..., isso tem um reflexo. Naturalmente, as prefeituras têm vivido o desgaste de alguns programas federais, por não terem a compensação nesses programas acabam tendo o desgaste com a população”.

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